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Desempenho econômico acompanhado passo a passo.



07/04/2014




 Muitos ainda estão sem acreditar que já estamos no quarto mês de 2014. Por outro lado, acreditando ou não, o mês de abril já teve início, e não chegou desacompanhado, trouxe com ele números do primeiro trimestre que desenhou uma performance, que  não é das melhores para a economia,  em  crise, que é considerada pelo governo federal como transitória. 

Há indicadores que mostram registros de quedas no índice de confiança dos empresários do comércio, saldo negativo na balança comercial, e aumento do percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso, queda na indústria da construção, no mercado imobiliário, e de veículos. Estamos num tempo de cautela, com estimativa de inflação acima de 6% neste ano.

Não podemos inferir, mas sim  ter como base estudos fidedignos, que são de suma importância para mensurar o quadro atual. O ICOM- Índice de Confiança do Comércio, por exemplo, teve o  fechamento do primeiro trimestre do ano com queda de 2,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Outro dado que diagnóstica o quadro, vem da CNC- Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, referente ao ICEC- Índice de Confiança do Empresário do Comércio, que caiu  1,5% em março na comparação com o mês de fevereiro deste ano. Trata-se da quinta queda mensal consecutiva. A pesquisa apontou que os empresários do comércio mostraram menos disposição para fazer novos investimentos nos negócios, na ordem de  2,9% em março.

No que tange a balança comercial, é bom se enfatizar que  apesar do registro em  de um  superávit de US$ 112 milhões, o  saldo do primeiro trimestre do ano foi negativo, sendo o déficit na ordem de US$ 6,1 bilhões, conforme dados da Secex-Secretaria de Comércio Exterior, do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado em análise mostra que o primeiro trimestre de 2014 foi o pior da série  histórica do referido Ministério,  sendo que o principal fator responsável, numa ordem de 76%,  foi a importação de petróleo.

Mato Grosso, estado que é exportador de commodities ligadas a agropecuária, entretanto, só não está sofrendo ainda grande impacto, devido em nível nacional, seus principais produtos estarem em alta no mercado internacional. Há registros de recordes no volume de exportações neste trimestre, da carne bovina in natura, que cresceu 14%, e da  soja, que aumentou 84% em relação ao ano passado.  Ao passo que caíram as exportações do milho. Tal queda, entretanto,já estava sendo anunciada em nível estadual, pelo Imea- Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Tomando-se por base seu boletim de março, com dados de fevereiro, o computo das exportações foi de 62% abaixo do registrado em 2013. 

Nota-se que entidades e órgãos ligados a governos e a setores privados, estão acompanhando passo a passo o desempenho econômico nacional. Os números mostram, que por mais que o Brasil esteja preparado para impactos no cenário global, devemos estar vigilantes e atentos para os números apresentados, e nos manter cautelosos.

Pedro Nadaf, é secretário chefe da Casa Civil e Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/Sesc e Senac

Fonte: Fecomércio/MT 



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